domingo, 20 de novembro de 2011

A regressão do demoliberalismo

   Uma vez terminada a 1ª Guerra Mundial o movimento socialista da Rússia espalhou-se pela Europa, com o apoio do Governo Russo, que através da III Internacional apoiava o socialismo internacional. Depois da Guerra havia desemprego, miséria e a Europa estava desmotivada: muitas pessoas tinham morrido e as economias dos países que tinham participado na guerra eram débeis. Os trabalhadores, ao voltarem da guerra, não encontravam emprego. Os campos dos países onde as guerras foram travadas estão destruídos e não há maneira de alimentar a população. Muita gente vive na miséria, incluindo muitos combatentes, e isto leva a que haja greves. Todo o desespero das populações e a aparente impotência dos regimes em resolver a crise dão origem a movimentos revolucionários e radicais. As classes mais pobres relacionam-se com o socialismo, pois acreditam que lhes trará melhores condições de vida. Por sua vez, as classes mais altas defendem o sistema capitalista, pois são as que saem mais beneficiadas.
   Os governos, temendo que se desse um revolução como a russa, começam a ter uma maior preocupação com os mais desfavorecidos, com as questões sociais e os problemas económicos - o Estado Social. Começam, então, a surgir movimentos autoritários e anti-democráticos. Os Estados tornam-se mais repressivos para impedir a implementação do socialismo. Os movimentos de direita lutavam pela preservação do capitalismo e pela erradicação do comunismo. Esta resposta dos governos, reflecte o medo que tinham de que acontecesse uma revolução socialista nos seus países.
   Na década de 20 começam a surgir na Europa regimes repressivos e totalitários, que são uma resposta directa ao movimento socialista. Foi o caso da Alemanha (com o nazismo), da Itália (com o fascismo), da Espanha (com Franco) e de Portugal (com o Salazarismo).
   De uma maneira, a Revolução Soviética teve um maior impacto na maneira como a Europa vivia e pensava do que a 1ª Grande Guerra. Este conflito apenas pôs em causa a riqueza dos países e não necessariamente o sistema capitalista, enquanto que a Revolução Russa veio fazer isso mesmo. Deste modo a revolução e a contra-revolução evidenciavam a crise das democracias liberais, pois a democracia parlamentar era constantemente ameaçada tanto por forças de direita, como por forças de esquerda. Verificou-se, assim, uma regressão do demoliberalismo.

Sem comentários:

Enviar um comentário