História B 11º 9ª
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
A resistência das democracias liberais
Como já vimos, depois da 1ª Guerra Mundial (e depois da Revolução de 1917 na Rússia) surgiu o Estado Social, que criou melhores condições de vida para as pessoas mais desfavorecidas de modo a que estas não aderissem a movimentos radicais
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
As opções totalitárias
Nas décadas de 20 e 30 verificou-se um avanço das forças de direita radicais por toda a Europa. Este avanço traduzia-se principalmente no antiparlamentarismo, no irracionalismo, no nacionalismo agressivo, na defesa de soluções violentas e ditatoriais como forma de resolver os problemas causados pela crise do pós guerra e pela crise de 29/30. O auge destes regimes totalitários verificou-se na Itália, o fascismo com Mussolini, e na Alemanha, o nazismo com Hitler. Verificou-se também na URSS, o Estalinsimo, com Estaline.
Dentro do totalitarismo havia visões diferentes e estes três Estados totalitários eram completos opostos. As estruturas sociais eram diferentes nos três países: na Rússia, tinha havido alterações sociais e o poder tinha passado para as mãos do proletariado e as classes sociais deixaram de existir, na Alemanha e na Itália o poder continuava nas mãos das autoridades e ainda havia classes sociais. Nos três países havia apenas um partido político. Porém, na Alemanha e na Itália, esse partido chegara ao poder através de força, enquanto que na Rússia havia sido o povo quem o pusera no poder, através da Revolução de 1917. Quanto à política interna, os países também eram diferentes. Enquanto que Mussolini e Hitler queriam eliminar raças (judeus, ciganos, etc.) independentemente da classe social, Estaline não era racista e só queria eliminar as forças de direita (capitalistas, membros das classes altas e opositores do regime). Outra diferença era que Estaline só queria resolver a situação interna do país, não queria construir um império, ao contrário de Hitler e Mussolini, que pretendiam expandir as suas ideologias ao resto da Europa.
Dentro do totalitarismo havia visões diferentes e estes três Estados totalitários eram completos opostos. As estruturas sociais eram diferentes nos três países: na Rússia, tinha havido alterações sociais e o poder tinha passado para as mãos do proletariado e as classes sociais deixaram de existir, na Alemanha e na Itália o poder continuava nas mãos das autoridades e ainda havia classes sociais. Nos três países havia apenas um partido político. Porém, na Alemanha e na Itália, esse partido chegara ao poder através de força, enquanto que na Rússia havia sido o povo quem o pusera no poder, através da Revolução de 1917. Quanto à política interna, os países também eram diferentes. Enquanto que Mussolini e Hitler queriam eliminar raças (judeus, ciganos, etc.) independentemente da classe social, Estaline não era racista e só queria eliminar as forças de direita (capitalistas, membros das classes altas e opositores do regime). Outra diferença era que Estaline só queria resolver a situação interna do país, não queria construir um império, ao contrário de Hitler e Mussolini, que pretendiam expandir as suas ideologias ao resto da Europa.
Mas apesar de todas estas diferenças, os três regimes tinham pontos comuns. Todos aplicaram repressão através da Polícia Política (que punia quem não concordava com os regimes) e da Censura e criaram uma forte cultura de medo nestes três Estados. Também usavam a propaganda como meio de publicidade para o regime e praticaram, todos, o culto do chefe (como símbolo do poder e da unidade do Estado), na Alemanha, com Hitler, na Itália com Mussolini e na URSS, com Estaline.
Fascismo
O fascismo foi a doutrina aplicada na Itália em 1922, por Benito Mussolini, e tinha como princípios básicos o anti-liberalismo, o anti-socialismo e o anti-comunismo. Negava todos os direitos individuais e humanos, pois acreditava que o Estado e a Nação era um corpo único que incorporava todos os indivíduos. O fascismo acreditava, também, na superioridade da sua elite, que era preparada desde a infância.
Nazismo
Estalinismo
A Crise de 29/30
Os anos de prosperidade americana que se seguiram à primeira Guerra Mundial, conhecidos como a “Era da Prosperidade” provocaram um crescimento da especulação, que ultrapassava as reais condições do mercado económico. Com as inovadoras técnicas de incentivo ao consumo, como o consumo a crédito, a população americana começou a viver acima das possibilidades.
A 24 de Outubro, na Quinta Feira Negra, todos os investidores puseram as suas acções à venda pois aperceberam-se que estas não correspondiam à realidade. A bolsa de Nova Iorque encontrou-se, portanto, numa situação onde a oferta era muita e a procura não existia. Toda esta situação foi causada por uma crise de superprodução (crescimento descontrolado da produção; aumento de stocks e baixa da produção), que foi resultado da especulação bolsista e da inflação do valor das acções.
| A Bolsa de Nova Iorque após o crash |
A América encontrava-se, portanto, numa crise bolsista que deu origem a crises em todos os outros sectores de actividade económica. Seguiu-se à crise bolsista, uma crise financeira que resultou na restrição ao crédito e na retirada de capitais americanos no estrangeiro. Isto afectou bastante a economia europeia, que ainda se encontrava em recuperação e necessitava do financiamento dos EUA. O país mais afectado na Europa, foi a Alemanha, onde se verificou um aumento ainda maior do desemprego e consequentemente da miséria da população.
Outro resultado da crise bolsista foi, também, a retracção do comércio internacional. Verificou-se uma quebra na compra de matérias-primas e de produtos industriais por parte dos EUA, o que afectou por sua vez as colónias e os países subdesenvolvidos da Ásia, da África e da América Latina, que eram exportadores de matérias primas e de produtos alimentares.
Outro resultado da crise bolsista foi, também, a retracção do comércio internacional. Verificou-se uma quebra na compra de matérias-primas e de produtos industriais por parte dos EUA, o que afectou por sua vez as colónias e os países subdesenvolvidos da Ásia, da África e da América Latina, que eram exportadores de matérias primas e de produtos alimentares.
Para além destas crises, verificou-se ainda, outra crise no sector industrial, que resultou na falência de empresas, na diminuição da produção e na diminuição dos preços (deflação). Com esta crise, a economia americana quase que paralisa e gera-se uma crise social, a Grande Depressão. As pessoas tornam-se desesperadas, especialmente a classe média, pois vê o seu nível de vida a baixar e perde todas as suas poupanças. Como resultado desta situação, a população começou a fazer greves e manifestações como maneira de expressar o seu descontentamento. Todo este desespero fez aumentar as tensões raciais e os antagonismos sociais, que culminariam, mais tarde, nos avanços dos regimes totalitários por toda a Europa.
Houve também uma crise agrícola, resultante de todas as outras, onde os agricultores se viram obrigados a destruir os stocks existentes, resultantes da crise da superprodução.
Toda esta situação veio pôr em causa o capitalismo liberal e o parlamentarismo e mostrou a fraqueza dos mesmos ao Mundo. Para sobreviver a esta crise, os EUA e a Europa viram-se obrigados a implementar mudanças radicais na política e na economia dos seus países
Toda esta situação veio pôr em causa o capitalismo liberal e o parlamentarismo e mostrou a fraqueza dos mesmos ao Mundo. Para sobreviver a esta crise, os EUA e a Europa viram-se obrigados a implementar mudanças radicais na política e na economia dos seus países
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