Na primeira metade do século XX assistiu-se a um acontecimento sem precedentes na História. Pela primeira vez, a população das cidades ultrapassava a população rural. Isto foi possível devido ao crescimento das cidades, causado pela industrialização.
Nesta época, as cidades sofreram grandes transformações, para poderem acomodar toda a população que se mudara dos campos. No entanto, esta transformação foi incongruente porque o ritmo de crescimento era muito superior à capacidade de previsão das autoridades. Em termos de estrutura, as cidades mudaram muito: a construção de habitações aumentou; o tráfego e a poluição intensificaram-se; o centro da cidade deixou de ser a tradicional praça, ou catedral, e passou a ser os grandes edifícios onde se alojavam funções públicas, sedes de empresas, bancos ou centros comerciais. As cidades começaram também a equipar-se com serviços públicos (transportes, escolas, abastecimentos de água, electricidade e gás, rede de esgotos, recolha de lixo, assistência médica, etc.) para atender às exigências e às necessidades da população urbana. Estes serviços depressa se tornaram necessidades básicas das pessoas que viviam nas cidades, e constituíam mais atractivos da vida moderna das cidades.
Nesta época, as cidades sofreram grandes transformações, para poderem acomodar toda a população que se mudara dos campos. No entanto, esta transformação foi incongruente porque o ritmo de crescimento era muito superior à capacidade de previsão das autoridades. Em termos de estrutura, as cidades mudaram muito: a construção de habitações aumentou; o tráfego e a poluição intensificaram-se; o centro da cidade deixou de ser a tradicional praça, ou catedral, e passou a ser os grandes edifícios onde se alojavam funções públicas, sedes de empresas, bancos ou centros comerciais. As cidades começaram também a equipar-se com serviços públicos (transportes, escolas, abastecimentos de água, electricidade e gás, rede de esgotos, recolha de lixo, assistência médica, etc.) para atender às exigências e às necessidades da população urbana. Estes serviços depressa se tornaram necessidades básicas das pessoas que viviam nas cidades, e constituíam mais atractivos da vida moderna das cidades.
As cidades tornaram-se, também, centros de poder, onde se concentravam todas as organizações administrativas e financeiras (sedes políticas e administrativas, bancárias, comerciais e industriais, dos serviços).
No entanto, todo estes crescimento urbano fez com que as cidades se tornassem amontoados humanos, onde as relações sociais deixaram de ser pessoais e desumanizaram-se: o ritmo de vida das populações aumenta, fazendo com que o único percurso dos trabalhadores seja o percurso casa-emprego emprego-casa; o trânsito tanto de carros como de pessoas aumenta; a comunicação à distância intensifica-se.
Acontece também a indiferença social. Nas cidades um indivíduo perde-se facilmente na multidão; não se conhece o rosto, apenas a multidão; enquanto que nas aldeias uma pessoa conhece todos os seus vizinhos, nas cidades há pessoas que podem morar no mesmo prédio e não se conhecer. Os ritmos padronizam-se e as pessoas tornam-se escravas da rotina.
Começa a haver, portanto, uma busca do prazer e da evasão, de modo a quebrar a rotina diária. Deste modo, a vida nocturna intensifica-se (teatros, cinemas, casinos, clubes nocturnos), os desportos passam a ter importância e a atrair multidões para jogos e corridas, as viagens passam também a ser mais frequentes, especialmente para a classe média, facilitadas pela fácil mobilização que se acentuou neste século.
Acontece também a indiferença social. Nas cidades um indivíduo perde-se facilmente na multidão; não se conhece o rosto, apenas a multidão; enquanto que nas aldeias uma pessoa conhece todos os seus vizinhos, nas cidades há pessoas que podem morar no mesmo prédio e não se conhecer. Os ritmos padronizam-se e as pessoas tornam-se escravas da rotina.
Começa a haver, portanto, uma busca do prazer e da evasão, de modo a quebrar a rotina diária. Deste modo, a vida nocturna intensifica-se (teatros, cinemas, casinos, clubes nocturnos), os desportos passam a ter importância e a atrair multidões para jogos e corridas, as viagens passam também a ser mais frequentes, especialmente para a classe média, facilitadas pela fácil mobilização que se acentuou neste século.
Porém, o rápido e desordenado crescimento das cidades tinha criado zonas de degradação (zonas pobres das cidades) onde se concentravam os marginalizados. Estes ambientes eram propícios à violência, à delinquência, à marginalidade.
Podemos assim verificar que as grandes concentrações urbanas do início do século XX deram origem à massificação social: as sociedades passaram a ser sociedades de massas. E isto conduziu à desagregação das solidariedades campesinas e ao desenraizamento individual.
Podemos assim verificar que as grandes concentrações urbanas do início do século XX deram origem à massificação social: as sociedades passaram a ser sociedades de massas. E isto conduziu à desagregação das solidariedades campesinas e ao desenraizamento individual.
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